
No fim-de-semana passado, enquanto assitia a um daqueles programas sobre a vida selvagem que dão à hora do almoço, descobri uma forma de vida perfeita: o animal que eu gostaria de ter sido nesta vida e no qual me quero transformar caso tenha de voltar a este mundo: o canguru. Sim, o canguru. E porquê? Porque as fêmeas daquela espécie têm aquele que é, porventura, o parto mais civilizado de todos os mamíferos.
Quem me conhece sabe que tenho um trauma enorme (monstruoso, diria mesmo) com partos. A tal ponto que ainda hoje fico com suores frios sempre que me lembro do parto de Baby V., o qual continua a ser o cenários dos meus poucos mas recorrentes pesadelos. Lembro-me de tudo como se tivesse sido ontem, ao ponto de ter achado que estava tudo a acontecer outra vez quando Baby C. nasceu - e não estava.
Foi por isso que fiquei tão fascinada com a forma como as fêmeas cangurus dão à luz: porque elas... nem dão por isso. E como é que isso é possível? Porque os bebés cangurus saem cá para fora apenas um mês após a concepção, com aproximadamente 2,5 cm de comprimento e cara de embrião (pelo que elas podem lindamente andar nas compras com as amigas, que nem dão pela coisa), após o que sobem até à bolsa marsupial, onde ficam a mamar e a ganhar peso para, cinco meses depois, emergirem bonitos e compostos. Dá para acreditar?!
Não, não dá. Por isso é que vou já chamar o Nelson Évora que há em mim e começar a treinar o salto em comprimento.