segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Das praxes


Ao que dizem, parece que a tragédia do Meco esteve ligada às praxes académicas da Universidade Lusófona. Embora neste caso a ligação me pareça extremamente ténue, eu, que sempre odiei tais práticas (ele há tanta maneira de integrar os novos alunos na vida académica sem atentar contra a dignidade de ninguém), digo e repito: as praxes, como as touradas, deviam ser proibidas.

9 comentários:

Unknown disse...

Com várias mortes e com vidas desgraçadas devido às paxes, ainda não sei como ainda não houve uma lei que terminasse com essa treta..

Anna disse...

Neste caso não acho que o justo pague pelo pecador. Eu antes de ir para a universidade sempre disse que era contra a praxe, que aquilo era uma parvoíce e tudo mais. A verdade é que quando entrei na universidade, resolvi ir experimentar, e onde eu andei a praxe é uma coisa respeitada. Com princípios. Não acho que os limites sejam excedidos. Quando fui caloira zelaram por mim, não me deixavam estar ao sol, ofereciam-me água e perguntavam se eu tinha fome. É claro que também haviam os jogos, a sujeira e o saber código de praxe. E eu que era totalmente contra, acabei por gostar, gostar muito. Por isso acho que a praxe não deve ser posta toda no mesmo saco, e acima de tudo, não devem julgar sem passar por ela.
E só para terminar, só adere à praxe quem quer. Por isso quem não gosta ou não quer tem bom remédio, dá meia volta e adeus! Por isso quem lá está e por livre e espontânea vontade. E por isso não concordo que se proíbam as praxes.
Mas pronto, falando do assunto em si, lamento muito o que aconteceu aos jovens e espero que sejam encontrados o quanto antes.

Sara* disse...

Neste caso ainda não existem quaisquer provas de que a praxe tenha estado ligada... E, como caloira que até já desistiu da praxe, posso dizer que acho demasiado radical proibi-la. A minha experiência não me entusiasmou imensamente mas também não odiei a completamente; há sempre algumas coisas divertidas. E, depois, só lá está quem quer, ninguém é obrigado a nada! Todos podem recusar-se a fazer algo que não querem ou até desistir quando bem lhes apetecer, que foi o que fiz, sem ter sofrido qualquer tipo de pressão!

Mary disse...

De acordo com uma leitora do Facebook do blogue (amiga de uma das vítimas), não existiu mesmo uma relação de causa-efeito entre as praxes e o que aconteceu. Segundo o que ela disse, eles costumavam andar com o traje académico e estariam simplesmente a passar um fim-de-semana entre amigos.

Ainda assim, mantenho a minha opinião sobre (a maioria d)as praxes. E estou a rezar muito pelas famílias das vítimas: como Mãe, tremo só de pensar naquilo por que deverão estar a passar...

Moça dos Padrões disse...

Em Lisboa não há praxe. Se ao que fazem os estudantes de Lisboa chamam disso, não corresponde de todo à prae que aprendi e me fez muito bem enquanto pessoa, no Porto. Atenção, que o traje académico não é sinónimo de praxe e quem vê de fora, pode confundir as coisas. Mas .....touradas e prae na mesma frase, não me parece justo.

a.girls.dream disse...

Tendo em conta o que fui lendo acerca do que saiu na comunicação social, as praxes não estiveram na origem de tal tragédia.

Eu própria fui caloira, participei em praxes e desde que alguns valores sejam mantidos sou completamente a favor. Para tudo devem existir limites. Nada na vida deve ser 8 ou 80.

Muita força para as famílias das vitimas!

http://agirlsdream-blog.blogspot.pt/

Ana A. disse...

Cara Mary:
Estou em compelto desacordo.
Estudei em Coimbra e sempre fui praxada e praxei e nunca assisti anenhum tipo de abuso.
Aliás, o código da praxe, existe mesmo para que situações de abuso não existam.
Agora se me disseres que a maioria das coisas não são praxe mas abuso de poder com brincadeiras estúpidas, até concordo.
De resto, não! Acho que a praxe é uma excelente forma de conhecr colegas, de fazer contactos de ter vida social, especialmente para aquelas pessoas que não vivem em casa dos pais quando vão para a faculdade.
Para mim é impensável por as praxes no mesmo saco das touradas, quando a ideia de base das praxes é exactamente integrar as pessoas e ajudá-las no futuro.

Mary disse...

A todas,

Sim, expliquei-me mal: não sou contra as praxes em si mas sim contra a forma como elas muitas vezes (e não sempre) são feitas. Sendo que apenas na sua pior forma é que me lembram, até certo ponto, as touradas.

Anónimo disse...

Não me deixei praxar nos meus tempos de faculdade por opção. Neste caso, eles NÃO estavam a ser praxados. IMPOSSIVEL!!! Caloiros NÃO podem trajar. Se eles estavam de traje à beira-mar... 1+1= ?