segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Grande "C"


No fim-de-semana falava-se do grande "C", que é como quem diz, de cancro. E de um teste que se faz para sabermos a probabilidade de um dia virmos a contrair a doença. E que eu, como filha de Mãe e Pai que tiveram cancro, devia mesmo fazê-lo. Ao que eu respondi que nunca faria tal coisa. Que até posso ser como a Angelina Jolie com os seus 87% de probabilidades. Mas... e se, por sorte, cair nos restantes 13%? Faço e sempre farei todos os exames a tempo e horas, mas de resto, recuso-me a passar o resto da vida atormentada por um número.

6 comentários:

Eu, Tu e o Meu Blog disse...

Cada um de nós tem que tomar a decisão mais consciente para si mesmo e não ligar aos outros :)*

Floripes Antunes disse...

Mary,
Não perdes nada em falar com um oncologista.
Eu também tenho antecedentes de doenças oncológicas e, curiosamente, também eu sou filha de uma sobrevivente de cancro do peito e de um sobrevivente de cancro na próstata.
O oncologista da minha Mãe explicou-me que há maior perigo quando as nossas Mães tiveram a doença antes da menopausa.
Tal como tu, também me foi proposto fazer o tal teste e, tal como tu, prefiro viver na ignorância do que viver atormentada com a espada de Dâmocles em cima da minha cabeça.

Kittie disse...

O meu pai morreu de cancro aos 47 anos. Tinha eu 19. Se eu tivesse a oportunidade de fazer algum exame que de algum modo ajudasse a evitar uma situação mais grave eu fazia-o na hora. Apenas para ser mais prudente e mais atenta. Porque sei a falta que o meu pá me fez. E me faz. E quando às vezes achamos que já tivemos a nossa dose de problemas na vida, ela vem e mostra-nos que pode nao ser bem assim.
Gostava muito de fazer o teste. Gostava de ter essa possibilidade. Porque acho que conhecimento é poder, e se há situações em que a antecedência ajuda, esta é uma delas.
Há "ses" que atormentam demais. Gostava de nao ter nenhum em relação ao meu pai. Por muito que tenhamos feito tudo o que podíamos, fica sempre o sentimento de que de algum modo podia ter sido evitado, ou previsto ou antecipado... Ou nada. Porque nada vai mudar agora.
Muito respeito para vocês que passaram por essas tormentas pelos dois lado dos vossos "portos de abrigo".
Já agora, por curiosidade, se o teste fosse em relação aos seus filhos, preferia saber antes ou a decisão seria a mesma?

Juanna disse...

Kittie, essa é uma pergunta do camandro. Vou pensar nisso. Assim à partida digo que preferia não saber e ir vivendo a vida, mas sei lá eu. Vou reflectir.

vidasdanossavida disse...

Esta coisa dos testes dá que pensar. A minha avó paterna morreu de cancro nos ossos. O meu pai teve cancro nos rins. O meu avô paterno morreu de AVC e o meu pai também. Se tenho medo destes números? O mais possível!! Se gostava de saber a probabilidade de ter cancro? Não sei... E há cancros que não têm cura, nem todos os órgãos sãos passíveis de ser removidos. E depois? Não sei. Tenho pensado muito nisto, mas não sei se estaria preparada para saber.

Mary disse...

Olá, Kittie,

Que pergunta terrível, essa! Para te ser muito sincera, não sei. Tudo muda com os nosso filhos, não é? Mas se calhar mantinha a mesma postura: fazia tudo ao meu alcance no que diz respeito à prevenção mas provavelmente não quereria viver atormentada por um número.