terça-feira, 17 de julho de 2012

Up yours!


Certa vez apanhei um táxi para o Aeroporto de Heathrow e deparei-me com o taxista mais simpático do mundo. Fez imensa conversa comigo (se tinha gostado da estadia, em que hotel tinha ficado, a que sítios tinha ido, etc.), até que perguntou de onde eu era. Quando lhe respondi que era portuguesa, lançou um lacónico "oh" e mudou rapidamente de assunto. Deparada com aquele vislumbre de desapontamento, tentei perceber o porquê da reacção.

E ele lá confessou, muito timidamente, que tinha imensa vergonha dos colegas portugueses: desde o dia em que, acabadinho de chegar à Portela para visitar o irmão, não só o levaram a dar a volta à cidade da praxe, como ainda lhe fugiram com um troco de mais de €50,00, no momento em que o próprio senhor (já de idade) tirava a mala da bagageira do carro. Para depois, chegado a casa do irmão (também ele taxista), este lhe dizer que aquilo era absolutamente normal em terras lusas.

É por estas e por outras que hoje delirei com a notícia de que os taxistas portugueses consideram a extensão da rede do metro até ao aeroporto uma "machadada". Eu cá chamo-lhe uma necessidade, uma evidência, uma evolução - o que quiserem. Machadada é o (mau) serviço que eles andavam a prestar às pessoas. E as trombas com que tínhamos que levar.

Up yours, folks!

5 comentários:

Marta FG disse...

Como te percebo...no ano passado também apanhei um táxi no aeroporto de Lisboa e qual o meu espanto quando o taxista foi mesmo estúpido ao perceber que só iamos fazer uma volta de 10 minutos, depois de tanto tempo à espera. Agora, quase de certeza (só se as malas forem muito pesadas) que vou de metro!
Bj grande

RITITI disse...

ainda bem...louváveis estas notícias...(a do metro)

Floripes Antunes disse...

AHAHAHAHAHAHAH!!!!
BEM VISTO!

Mónica disse...

clap clap

Karina sem acento disse...

Podes crer! Há umas semanas fui obrigada a apanhar um táxi e digo-te... medo! É vergonhoso como conduzem! Vi tanta mas tanta asneira, eu só punha as mãos à cabeça e rezava para chegar viva ao destino.