sexta-feira, 4 de abril de 2014

Midlife crisis?


Ando doida para comprar uns All Star com a bandeira americana ou uns Vans iguais aos que tinha em adolescente para usar com a minha sweatshirt da Coca-Cola nova.

Cheira-me que, se fosse um homem, estaria a comprar um descapotável encarnado.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Quero, PRECISO deste carro!


Smart Forjeremy assinado por Jeremy Scott. Mais informações aqui.





Filmes que aí vêm: Noé


Não sei se vou ver até porque tenho um pequeno grande ódio de estimação relativamente ao Russell Crowe, mas enfim - fica o registo. Estreia a 10 de Abril, que é como quem diz para a Páscoa.

Fui à Mercantina


A localização (o renovado Centro Comercial de Alvalade) não é a mais premium do mundo. Nem a decoração transmite aquele calor típico dos restaurantes italianos, assemelhando-se mais a um restaurante nórdico. Mas as pizzas... juro que nunca comi uma massa tão fina a elástica na vida. Só para terem uma ideia, no fim fiz exactamente o oposto do que faço sempre: deixei a parte de dentro para comer apenas a parte de fora.

Assim foi a minha primeira incursão à Mercantina, a nova pizzaria de Lisboa que, apesar de só ter aberto portas em Novembro do ano passado, já vai receber um certificado equivalente ao das estrelas Michelin, distinção feita pela Associazione Verace Pizza Napoletana. O segredo? O forno a lenha de duas toneladas e meia da marca Stefano Ferrara que veio directamente de Nápoles e obrigou a que se  cortasse o trânsito em Alvalade para chegar até ao restaurante. Totalmente feito à mão, atinge temperaturas invulgarmente altas e faz toda a diferença na cozedura da massa.

Três estrelas para a localização e para a decoração, cinco (merecidas) estrelas para as pizzas. A não perder!

O dito "Ferrari" dos fornos

Banda sonora para hoje


O (semi) novo álbum Symphonica de George Michael.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Do autismo


No outro dia entrámos no elevador de um centro comercial e deparámo-nos com uma cena fora do comum: um Pai tentava que filho (que teria uns 10, 12 anos) saísse do elevador - mas ele só gritava que queria ir para o -1, recusando-se a sair noutro andar que não aquele. Como não conseguiu convencê-lo, nós entrámos e, conforme o elevador começou a descer, o Pai lá lhe explicou que tinham vindo do -1 mas que agora precisavam de ir a outros andares. Novo ataque. Até que, a certa altura, os meus filhos repararam que o mostrador digital do elevador estava avariado e que o -1 (para onde nós íamos) parecia um -8. Nova crise, ainda pior que a anterior: que o -1 tinha desaparecido e que ia ficar ali para sempre.

Quando finalmente saímos (Pai e filho ainda ficaram no elevador), os meus filhos interrogaram-nos sobre o que se passaria com aquela criança. E nós respondemos que muito provavelmente teria autismo, "uma alteração genética que torna as pessoas mais inteligentes que a média mas que faz com que tenham alguma dificuldade em se relacionar com os outros, assim como com o mundo que as rodeia."* Conseguimos identificar os sintomas (acho eu) porque já vimos e lemos muito sobre o assunto - e porque existem filmes e séries como Rain Man ou Parenthood que nos alertam para estas coisas através de personagens como Raymond Babbitt, Max Braverman e Hank Rizzoli, que cumprem o importante papel de consciencializar as massas para os desafios que implica lidar com o autismo nas suas mais variadas formas.

Tudo isto a propósito de hoje se assinalar o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, sobre o qual poderão saber mais informações aqui. E de todos termos a obrigação de respeitar e apoiar as tanto as famílias (que são obrigadas a gastar o dobro dos apoios que recebem) como quem sofre desta alteração. Uma grande vénia para estas pessoas, é o que vos digo.

* Nota posterior: Esta foi a explicação que dei aos meus filhos naquela altura, explicação essa que tentei que não fosse totalmente pejorativa. Tentei (como tento sempre) evitar palavras como "doença" ou "problema" e realçar algum aspecto positivo para que o quadro não resultasse, aos olhos deles, completamente negativo. A parte de os autistas terem todos uma inteligência acima da média já foi (oportunamente) contestada pela Pipa na caixa de comentários. A ela, aqui deixo o meu agradecimento.