Quando hoje de manhã liguei o iPad e me apercebi da morte de um tal de Paul Walker, é claro que me fez impressão: porque o miúdo era novo, tinha uma filha de 15 anos, era giro que se farta e, para todos os efeitos, tinha uma vida inteira pela frente. Mas sejamos honestos: mal sabia quem ele era. Eu e mais meio mundo.
Mas eis que, de um momento para o outro, a internet fica coberta de fotografias do rapaz. E de mensagens de pesar. Assim como se toda a gente tivesse andado na escolas com ele. É como quando a Amália morreu: de repente, todos os portugueses viviam e respiravam fado.
E agora pergunto eu: por que carga de água insistirão as pessoas em menosprezar quem é realmente importante em vida? E em endeusar quem mal conheciam depois da morte? Pela minha parte, por mais voltas que dê à cabeça, juro que não compreendo.